domingo, 16 de maio de 2010

Mais pérolas...

Pérolas, igual à figura aí ao lado, são coisas sem pé nem cabeça, tipo as frases que eu tenho que ler na correção das provas. Bem que os outros professores dizem: “aplique provas com alternativas, não faça provas dissertativas!”. Tem horas que eu penso que é uma questão de preguiça dos meus colegas, mas estou começando a entender a preocupação deles.

Enfim, quando o aluno pergunta “sua prova tem alternativas?”, eu respondo “Sim, você tem a alternativa de fazer ou não a prova. O resto é escrito!”.

Mas vamos às poucas bobagens que eu li ultimamente, apesar de ter corrigido mais de 150 provas (meus comentários estão em itálico logo abaixo):

Entidade é o conjunto de coisas de que não restam dúvidas.
(só se for para você, eu fiquei com dúvida do mesmo jeito!)

Entidade concreta é quando é mais visível e tem uma facilidade para enxergar, e abstrata é o oposto.
(preciso trocar meus óculos, não enxerguei a diferença...)

Cite 2 passos para a criação de DFDs (Diagramas de Fluxos de Dados)
R.: o primeiro passo seria criar as entidades externas e o segundo seria explodir as entidades.
(estou criando um terrorista de sistemas, eu não quero interagir com o sistema deste cara! Os processos são “explodidos”, não as entidades que interagem com o sistema!)

Depósito de dados: um bando de dados onde são enviados para serem registrados posteriormente.
(vou chamar a polícia, temos um “bando”!)

... isto acontece no criamento da...
(legal, o criador não possui “a criação” mas sim “o criamento”)

Em breve, mais provas para corrigir.

E dá-lhe caneta vermelha!

domingo, 9 de maio de 2010

“A Estrada” mostra a humanidade desumana. Ou não.

O mundo acabou, de verdade. Guerra nuclear? Catástrofe natural? Ataque alienígena? Não interessa e não será explicado, nem ao longo do filme e muito menos no livro.

“A Estrada” é um filme baseado na obra de mesmo nome escrita por Cormac McCarthy, vencedor do Pulitzer de 2007. Eu não li o livro, apenas uma resenha, mas tenho certeza que a riqueza de detalhes que pode ser passada através da narrativa será muito mais assustadora que a obra cinematográfica atualmente em cartaz nos cinemas brasileiros.

Em um mundo pós-apocalíptico (já falei, não interessa como se chegou a isso!), um pai e seu filho se movem com seus poucos pertences em meio a uma estrada nos EUA em direção ao mar, onde acredita-se que terão um pouco mais de esperança em suas vidas. O caminho está povoado de cenários desolados, onde vegetação e animais foram extintos, casas foram abandonadas ou ainda estão com seus antigos donos nos mais diferentes estágios de decomposição. Mas o pior, o mais profundo medo deste pai e de todos os poucos sobreviventes, são as gangues armadas, as quais ainda mantém o lado carnívoro do ser humano. Você já entendeu: se não há mais animais, só resta um tipo de carne no planeta...

Em sua jornada os dois protagonistas carregam uma arma com duas balas. Naturalmente, o artefato não tem o intuito de defender, apenas intimidar ou se necessário, acabar com suas próprias vidas antes de virar parte do horror em que os seres humanos (humanos?) criaram neste planeta moribundo. Céus cada vez mais escuros, temperatura cada vez mais baixa, terremotos e incêndios inexplicáveis.


Aí você se pergunta: porque não acabar com este sofrimento e usar logo as duas balas? A verdade é que seres humanos, como ensina o próprio pai ao seu filho, carregam “a chama”, ou seja, algo que não se pode deixar apagar. E este é o intuito da estória: mostrar o relacionamento entre os dois, como uma metáfora desde o início dos tempos, onde o pai ensinará o filho a atravessar os perigos e dificuldades da vida, seja ela nos primórdios da civilização, na nossa era, ou no cenário de pouca esperança proposto pelo autor.

Não é um filme de ação. Não é apenas um drama. Muita gente vai sair xingando do cinema, mas os que “sobreviverem” e tiverem capacidade de entender estes detalhes, terão certeza que passaram por uma obra única.

Para matar um pouco da curiosidade, veja o site oficial do filme (em inglês) : "The Road".

quinta-feira, 25 de março de 2010

Aprendendo a administrar equipes através do esporte

Ser chefe é fácil. Quero ver você ser líder...

Se você achou que é a mesma coisa ser um ou outro, é melhor começar a ler um destes livros, ou se preferir, os dois. Você começa na primeira página e quando vê já está no final, levado pela narrativa de dois sujeitos que sabem como conduzir um time, uma tripulação, enfim, um grupo de pessoas com experiências e expectativas diferentes e que com objetivos em comum.

“Transformando Suor em Ouro” é uma leitura de primeira qualidade, onde o ex-jogador e técnico de seleções e times campeões de Voleibol mostra que “quanto mais você suar nos treinos, menos vai sangrar no campo de batalha”. Não só pelas epopeias narradas nas mais diferentes conquistas, mas na forma como Bernardinho consegue traçar o paralelo com a vida dentro do escritório, onde os uniformes são diferentes, os pontos e sets são mais disputados e os conflitos muito semelhantes às quadras.

“Navegando com o sucesso” conta a estória da família Shürmann, sob o comando de Vilfredo Shürmann, planejando e realizando duas voltas ao mundo a bordo de um veleiro. Não fosse o fato de já ser arriscado pela simples aventura, Vilfredo levou a família toda para este, digamos assim, "passeio". O alto nível de administração para tal empreitada é de arrepiar, onde a narrativa conduz o leitor aos detalhes mais incríveis da empreitada, que não poderia ter sido menos do que foi: um sucesso.

Produzido durante a viagem, o documentário “O Mundo em Duas Voltas” complementa a leitura, matando a curiosidade do leitor quanto à vida dentro de uma embarcação que girou o planeta duas vezes.

Quadras ou convés de um barco: você escolhe onde quer aprender um pouco mais sobre como trabalhar em equipe e torça para algum dia ter um chefe como estes dois autores.

Chefe não, líder!

quinta-feira, 11 de março de 2010

And that's a Bingo!

Se você não entendeu o título do post, está na hora de conferir "Bastardos Inglórios" (Inglorious Basterds, EUA, 2009), filme que mostra a visão do diretor Quentin Tarantino (Kill Bill, Pulp Fiction, etc.) sobre a Segunda Guerra Mundial. Já dá para imaginar que é algo totalmente doido e muito bem contado.

Mas eu ia falar do Oscar de Melhor Ator Coadjuvante que foi para Christoph Waltz, interpretando o Coronel Hans Landa, personagem que rouba a cena até de Brad Pitt em vários momentos do filme. Eu não curto o Oscar, acho que não é parâmetro para filme bom ou ruim, mas o prêmio foi mais do que merecido. Não é qualquer um que interpreta um personagem destes, que tem que ser odiado e admirado pelo público, sem contar as inúmeras piadas de humor negro da trama.

Taí um ótimo incentivo para que o cara continue a crescer como ator e para que todos apreciem como é boa e gratificante a sensação de fazer um trabalho bem feito!

obs.: os links apontam para o IMBD (Internet Movie Database), maior e mais completo site sobre cinema, uma verdadeira enciclopédia!

quinta-feira, 4 de março de 2010

Expresso Turístico da CPTM

Quer um passeio legal e barato para um dia no final de semana? Aí vai: passear de trem da CPTM! Calma, não é aquela geringonça que te leva para o trabalho, e sim um trem de turismo com locomotiva a diesel e dois vagões totalmente reformados e confortáveis para levar o turista até cidades próximas como Jundiaí e Mogi das Cruzes. Quanto custa? Dependendo do grupo, menos que uma entrada de cinema, e vocês se divertem por várias horas.

Vale a pena conferir o site do Expresso Turístico da CPTM e se programar para fazer um passeio diferente. Melhor que ficar nas filas dos shoppings ou se acotovelando pelos parques da capital. A seguir algumas fotos da nossa incursão à cidade de Jundiaí, onde contratamos um roteiro baratinho da Rizza Tour para conhecer algumas atrações da região (fazendas, Festa da Uva, vinícolas, etc.).




domingo, 28 de fevereiro de 2010

Visualizador de Arquivos do Office 2007

Se você ainda não migrou para o Office 2007 (muita gente ainda resiste à idéia ou a máquina não comporta), então o jeito é pelo menos instalar este pacote para poder acessar arquivos que tenha sido gravados nos formatos docx, pptx, xlsx, etc.

Basta entrar no site da Microsoft e baixar o Microsoft Office Compatibility Pack for Word, Excel, and PowerPoint 2007 File Formats. Daí, não precisa instalar o Office todo para conseguir abrir os arquivos nos novos formatos.

Novos? Já se passaram 3 anos desde o lançamento e muita gente ainda não quer migrar. Como diriam os Borgs de Star Trek, "Resistir é inútil".

Daqui a pouco, já sai o Office 2010...