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sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Revista Info: acervo disponível para consulta

Para quem não costuma comprar a Revista Info nas bancas mas gosta de dar uma “folheada”, mesmo que atrasada, aí vai uma dica: é possível consultar o acervo desde 2003 online, até 3 meses para trás do mês corrente. É claro que 3 meses em TI são uma eternidade e algumas coisas como lançamentos e preços ficam defasados, mas as matérias sobre tecnologia demoram um pouco mais para envelhecer, valendo o investimento de vasculhar os exemplares na web.

Utilizando o sistema de publicação eletrônica da Issuu, o internauta folheia as revistas eletronicamente (inclusive a quantidade absurda de propagandas, principal crítica dos leitores) e pode utilizar recursos como zoom, compartilhamento e impressão.

É só acessar: Arquivos da revista INFO

Agora, falta de atualização e de leitura não tem mais desculpa...

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Para entender um pouco melhor os blogueiros e os blogs

“Ataque um blogueiro, e você poderá acabar com sua vida. Agrade um blogueiro, e o favor será lembrado durante muito tempo”.

Nas minhas muitas andanças pelo Centro de São Paulo encontrei este livro aí ao lado (Blog: Entenda a Revolução que Vai Mudar no Seu Mundo, Hugh Hewitt, Ed. Thomas Nelson Brasil, 2005) na livraria de saldos da rede Saraiva e o adquiri pelo preço de menos de duas passagens de ônibus. O título chamou bastante a atenção, mas eu não compro livro algum antes de dar uma folheada, e este de cara pareceu bem interessante.

De fato a leitura é rápida, li em menos de uma semana, mas confesso que “pulei” uns 30%. Isto porque o autor entra em estórias de política norte-americana que pouco interessam para nós, a menos que você tenha acompanhado alguns escândalos desmascarados pelos blogs de lá.

Mesmo assim, o restante do conteúdo é muito didático, explicando desde a época em que Martinho Lutero se revoltou contra a Igreja Católica (não sei porque eu adoro esta parte da História...) e a ascensão e declínio dos meios de comunicação tradicionais. O autor explica e dá argumentos sobre o poder de difusão das mensagens através dos blogs, inclusive indicando diversas características de blogs corporativos.

Então, se você gosta de acompanhar o avanço da Internet através da leitura de um bom livro, este aí, apesar de já ter uns 5 anos, explica em detalhes o fenômenos dos web logs, ou blogs.

Afinal, você está lendo isto em um deles...

domingo, 9 de maio de 2010

“A Estrada” mostra a humanidade desumana. Ou não.

O mundo acabou, de verdade. Guerra nuclear? Catástrofe natural? Ataque alienígena? Não interessa e não será explicado, nem ao longo do filme e muito menos no livro.

“A Estrada” é um filme baseado na obra de mesmo nome escrita por Cormac McCarthy, vencedor do Pulitzer de 2007. Eu não li o livro, apenas uma resenha, mas tenho certeza que a riqueza de detalhes que pode ser passada através da narrativa será muito mais assustadora que a obra cinematográfica atualmente em cartaz nos cinemas brasileiros.

Em um mundo pós-apocalíptico (já falei, não interessa como se chegou a isso!), um pai e seu filho se movem com seus poucos pertences em meio a uma estrada nos EUA em direção ao mar, onde acredita-se que terão um pouco mais de esperança em suas vidas. O caminho está povoado de cenários desolados, onde vegetação e animais foram extintos, casas foram abandonadas ou ainda estão com seus antigos donos nos mais diferentes estágios de decomposição. Mas o pior, o mais profundo medo deste pai e de todos os poucos sobreviventes, são as gangues armadas, as quais ainda mantém o lado carnívoro do ser humano. Você já entendeu: se não há mais animais, só resta um tipo de carne no planeta...

Em sua jornada os dois protagonistas carregam uma arma com duas balas. Naturalmente, o artefato não tem o intuito de defender, apenas intimidar ou se necessário, acabar com suas próprias vidas antes de virar parte do horror em que os seres humanos (humanos?) criaram neste planeta moribundo. Céus cada vez mais escuros, temperatura cada vez mais baixa, terremotos e incêndios inexplicáveis.


Aí você se pergunta: porque não acabar com este sofrimento e usar logo as duas balas? A verdade é que seres humanos, como ensina o próprio pai ao seu filho, carregam “a chama”, ou seja, algo que não se pode deixar apagar. E este é o intuito da estória: mostrar o relacionamento entre os dois, como uma metáfora desde o início dos tempos, onde o pai ensinará o filho a atravessar os perigos e dificuldades da vida, seja ela nos primórdios da civilização, na nossa era, ou no cenário de pouca esperança proposto pelo autor.

Não é um filme de ação. Não é apenas um drama. Muita gente vai sair xingando do cinema, mas os que “sobreviverem” e tiverem capacidade de entender estes detalhes, terão certeza que passaram por uma obra única.

Para matar um pouco da curiosidade, veja o site oficial do filme (em inglês) : "The Road".

quinta-feira, 25 de março de 2010

Aprendendo a administrar equipes através do esporte

Ser chefe é fácil. Quero ver você ser líder...

Se você achou que é a mesma coisa ser um ou outro, é melhor começar a ler um destes livros, ou se preferir, os dois. Você começa na primeira página e quando vê já está no final, levado pela narrativa de dois sujeitos que sabem como conduzir um time, uma tripulação, enfim, um grupo de pessoas com experiências e expectativas diferentes e que com objetivos em comum.

“Transformando Suor em Ouro” é uma leitura de primeira qualidade, onde o ex-jogador e técnico de seleções e times campeões de Voleibol mostra que “quanto mais você suar nos treinos, menos vai sangrar no campo de batalha”. Não só pelas epopeias narradas nas mais diferentes conquistas, mas na forma como Bernardinho consegue traçar o paralelo com a vida dentro do escritório, onde os uniformes são diferentes, os pontos e sets são mais disputados e os conflitos muito semelhantes às quadras.

“Navegando com o sucesso” conta a estória da família Shürmann, sob o comando de Vilfredo Shürmann, planejando e realizando duas voltas ao mundo a bordo de um veleiro. Não fosse o fato de já ser arriscado pela simples aventura, Vilfredo levou a família toda para este, digamos assim, "passeio". O alto nível de administração para tal empreitada é de arrepiar, onde a narrativa conduz o leitor aos detalhes mais incríveis da empreitada, que não poderia ter sido menos do que foi: um sucesso.

Produzido durante a viagem, o documentário “O Mundo em Duas Voltas” complementa a leitura, matando a curiosidade do leitor quanto à vida dentro de uma embarcação que girou o planeta duas vezes.

Quadras ou convés de um barco: você escolhe onde quer aprender um pouco mais sobre como trabalhar em equipe e torça para algum dia ter um chefe como estes dois autores.

Chefe não, líder!

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Pais brilhantes, Professores fascinantes

Mesmo que você não seja pai, professor ou ambos, este é um livro que expõe uma visão incrível da educação atual, seja ela dentro de casa ou na escola. Digo que você não precisa ser pai ou professor para aproveitar a leitura, pois como eu, você pode se ver no papel do jovem atual, que por falta de diálogo muitas vezes foi incompreendido e desenvolveu alguns comportamentos nocivos à personalidade humana.

Comportamentos que nos levam à atual cultura do “tudo ao mesmo tempo agora”, cada vez mais frequente em adolescentes e que já moldou uma geração inteira, no caso, a minha. O autor expõe com ideias claras o atual estágio da educação nas escolas e o papel dos pais no complemento desta. Augusto Cury é autor de diversas obras do gênero e possui uma forma muito sutil e eficiente de nos mostrar de onde nascem algumas atitudes e o que podemos fazer para melhorar o mundo que nos cerca utilizando a educação dos jovens como base.

Eu particularmente não gosto de livros de autoajuda, pois no geral não me “autoajudam”, mas este é um que recomendo. Leitura agradável, direta e que com certeza produz efeito.

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Admirável Mundo Novo

Com tanta matéria sobre o Dr. Roger Abdelmassih e o polêmico caso envolvendo sua clínica de infertilidade, vamos pensar apenas no lado científico da estória: o trabalho da clínica é auxiliar na fertilização humana, e uma das acusações, sexagem, proibida pelo Conselho Federal de Medicina, indica que os pais poderiam escolher o sexo da criança. Pois bem, vamos imaginar o mundo daqui a 500 anos, lá pelo ano 532 d.F. (depois de Ford).

Ford? É, o marco inicial do "Admirável Mundo Novo" proposto de Aldus Huxley é a invenção do Ford Modelo T, primeiro veículo da Ford Motor Company, idealizado por Henry Ford em 1908. Uma das premissas era que "você poderia escolher qualquer cor, contanto que fosse preto". Neste mundo fictício (ou nem tanto), as pessoas não nascem, são engendradas e distribuídas em castas, muitas das quais com traços definidos e imutáveis. Não existem crimes, ganância, todos vivem felizes em suas funções, das mais braçais às mais intelectuais. É claro que ainda existem os "selvagens" que vivem fora desta sociedade e que ainda possuem os conceitos primitivos de família, ter somente um parceiro e outras coisas impensáveis nesta realidade.

É uma pena que a narrativa tão engenhosa e rica em detalhes se perca do meio para o final do livro, com excesso de citações de Shakespeare, como se isto fosse o último resquício da cultura anterior à Ford. O tema do livro é adulto, pois trata a questão da sexualidade de forma direta, ou melhor, "todo mundo pertence a todos".

Mas o que isto tem a ver com o caso do Dr. Roger? Ora, estamos falando de uma sociedade gerada geneticamente, e como não nos interessa se o cidadão é culpado ou não do que é acusado, o fato é que já vivemos em um (talvez nem tanto) admirável mundo novo onde a manipulação genética já é um fato do cotidiano.

Basta apenas decidir se nosso calendário será d.F. ou d.L. (deixo o "L" para você pensar a respeito, companheiro...)

Boa leitura!