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domingo, 9 de maio de 2010

“A Estrada” mostra a humanidade desumana. Ou não.

O mundo acabou, de verdade. Guerra nuclear? Catástrofe natural? Ataque alienígena? Não interessa e não será explicado, nem ao longo do filme e muito menos no livro.

“A Estrada” é um filme baseado na obra de mesmo nome escrita por Cormac McCarthy, vencedor do Pulitzer de 2007. Eu não li o livro, apenas uma resenha, mas tenho certeza que a riqueza de detalhes que pode ser passada através da narrativa será muito mais assustadora que a obra cinematográfica atualmente em cartaz nos cinemas brasileiros.

Em um mundo pós-apocalíptico (já falei, não interessa como se chegou a isso!), um pai e seu filho se movem com seus poucos pertences em meio a uma estrada nos EUA em direção ao mar, onde acredita-se que terão um pouco mais de esperança em suas vidas. O caminho está povoado de cenários desolados, onde vegetação e animais foram extintos, casas foram abandonadas ou ainda estão com seus antigos donos nos mais diferentes estágios de decomposição. Mas o pior, o mais profundo medo deste pai e de todos os poucos sobreviventes, são as gangues armadas, as quais ainda mantém o lado carnívoro do ser humano. Você já entendeu: se não há mais animais, só resta um tipo de carne no planeta...

Em sua jornada os dois protagonistas carregam uma arma com duas balas. Naturalmente, o artefato não tem o intuito de defender, apenas intimidar ou se necessário, acabar com suas próprias vidas antes de virar parte do horror em que os seres humanos (humanos?) criaram neste planeta moribundo. Céus cada vez mais escuros, temperatura cada vez mais baixa, terremotos e incêndios inexplicáveis.


Aí você se pergunta: porque não acabar com este sofrimento e usar logo as duas balas? A verdade é que seres humanos, como ensina o próprio pai ao seu filho, carregam “a chama”, ou seja, algo que não se pode deixar apagar. E este é o intuito da estória: mostrar o relacionamento entre os dois, como uma metáfora desde o início dos tempos, onde o pai ensinará o filho a atravessar os perigos e dificuldades da vida, seja ela nos primórdios da civilização, na nossa era, ou no cenário de pouca esperança proposto pelo autor.

Não é um filme de ação. Não é apenas um drama. Muita gente vai sair xingando do cinema, mas os que “sobreviverem” e tiverem capacidade de entender estes detalhes, terão certeza que passaram por uma obra única.

Para matar um pouco da curiosidade, veja o site oficial do filme (em inglês) : "The Road".

quinta-feira, 11 de março de 2010

And that's a Bingo!

Se você não entendeu o título do post, está na hora de conferir "Bastardos Inglórios" (Inglorious Basterds, EUA, 2009), filme que mostra a visão do diretor Quentin Tarantino (Kill Bill, Pulp Fiction, etc.) sobre a Segunda Guerra Mundial. Já dá para imaginar que é algo totalmente doido e muito bem contado.

Mas eu ia falar do Oscar de Melhor Ator Coadjuvante que foi para Christoph Waltz, interpretando o Coronel Hans Landa, personagem que rouba a cena até de Brad Pitt em vários momentos do filme. Eu não curto o Oscar, acho que não é parâmetro para filme bom ou ruim, mas o prêmio foi mais do que merecido. Não é qualquer um que interpreta um personagem destes, que tem que ser odiado e admirado pelo público, sem contar as inúmeras piadas de humor negro da trama.

Taí um ótimo incentivo para que o cara continue a crescer como ator e para que todos apreciem como é boa e gratificante a sensação de fazer um trabalho bem feito!

obs.: os links apontam para o IMBD (Internet Movie Database), maior e mais completo site sobre cinema, uma verdadeira enciclopédia!

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Gamer: "Counter Strike" encontra "Second Life"!

Talvez você não goste do ritmo alucinante de "Gamer", mas com certeza vai ficar assustado com a incrível semelhança entre esta produção e o mundo "vitual" atual em que vivemos.

Em um futuro não muito distante, a sociedade gasta seu tempo e seu dinheiro em jogos de, literalmente, primeira pessoa: "Society", no estilo Second Life e "Slayer", que muito se assemelha aos atuais Counter Strikes que encontramos na Internet e Lan Houses. Detalhe: ao invés de personagens gerados por gráficos, os jogadores controlam pessoas de verdade nas duas versões, seres humanos com implantes cerebrais à base de nanotecnologia que respondem aos comandos de quem os controla. Tudo isto sob o comando de um magnata da indústria de TI, Ken Castle (vivido por Michael C. Hall da série "Dexter"), criador dos games e com planos mirabolantes para a humanidade.

Em meio à isto, o principal personagem do jogo "Slayer", Kable (Gerard Butler, de "300") sobrevive à batalhas diárias, controlado por um adolescente. Quanto à "Society", as mesmas situações de Second Life são vividas por "atores" de carne e osso.

Achou muito absurdo? Não é o que você faz quando vai à lan house, controla seus avatares e soldados? Já ouviu falar de nanotecnologia, manipulação genética, etc.? Então, não pense que tudo isto é impossível, vamos apenas esperar que o ser humano seja coerente o suficiente para não chegar a este ponto.

O filme entrou em cartaz na semana passada, então vale a pena conferir. Antes que você também se torne um "gamer"...

Bom divertimento! (e curta o trailer do YouTube abaixo)